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CONCURSO CULTURAL DIA INTERNACIONAL DA MULHER
08/03/10A Unicred criou um concurso cultural para todos os cooperados homenagearem o Dia Internacional da Mulher. Para participar é fácil, preencha o cupom na sede ou mande sua resposta para o e-mail unicrednatal@unicrednatal.com.br, respondendo a pergunta: Porque a mulher é tão especial que merece um dia somente pra ela? As 3 melhores respostas ganharão vale-compras da Parfumerie. 1º lugar - Vale-compra de R$ 500,00 2º lugar - Vale-compra de R$ 300,00 3º lugar - Vale-compra de R$ 150,00. As inscrições são válidas de 8 a 12 de março (até as 16h), apenas para cooperados da Unicred Natal. Cada cooperado só poderá concorrer com uma resposta. O resultado será divulgado no dia 19 de março e as fotos dos vencedores serão publicadas no site da Unicred Natal.
Fim do horário de verão
18/02/10A partir da segunda-feira, dia 22, o horário de atendimento ao público voltará ao normal, sendo das 10h às 16h, por conta do fim do horário de verão. A medida visa atender aos interesses dos associados, garantindo que todos os documentos acolhidos sejam compensados dentro dos prazos normais.
Hórário de Carnaval
12/02/10Com o objetivo de assegurar o perfeito funcionamento do serviço de compensação durante o período carnavalesco, a Unicred Natal avisa que o funcionamento se dará da seguinte forma: nos dias 15 e 16 de fevereiro (segunda e terça-feira) não haverá expediente e no dia 17 (quarta-feira) o horário de atendimento será das 12h às 15h. A medida visa atender aos interesses dos associados, garantindo que todos os documentos acolhidos sejam compensados dentro dos prazos normais.
Horário de Verão
19/10/09Com o objetivo de assegurar o perfeito funcionamento do serviço de compensação, como no Rio Grande do Norte não vigorará o Horário de Verão, a Unicred Natal vai antecipar em uma hora o atendimento ao público.
A partir da segunda-feira, dia 19, o horário de atendimento ao público será das 9h às 15h.
A medida visa atender aos interesses dos associados, garantindo que todos os documentos acolhidos sejam compensados dentro dos prazos normais.
Recadastramento Nacional dos Médicos
23/09/09O Recadastramento Nacional dos Médicos com inscrição primária em nosso Estado é obrigatório e gratuito, de acordo com o estabelecido pela resolução CFM nº 1.827/2007. O referido recadastramento terá duração até o mês de maio de 2010 e pode ser feito através do site: http://recadastramento.cfm.org.br/crmcad/ Por fim, informamos que o CREMERN disponibiliza a confecção da foto na sua sede em Natal/RN.
Anuncie nos classificados do Jornal Unicred
11/08/09Na próxima edição do Jornal da Unicred, em setembro, o cooperado ganhará um espaço para compra e venda de imóveis e veículos. É o Classificado Unicred e para enviar seu anúncio é fácil: basta entrar no link abaixo e preencher o formulário corretamente com seu nome, e-mail, telefone e a descrição do que quer anunciar com no máximo de 130 caracteres.
Anuncie aqui!
Serviços Unicred. Mais vantagens e diferenciais.
20/07/09Além do atendimento diferenciado nos caixas executivos, na sede, o cooperado ainda conta com:
Caixa Eletrônico: dois terminais, um na sede da Unicred e um no Midway, que oferecem os seguintes serviços: saques, consultas de saldo, extrato, transferências entre contas da cooperativa, pagamento de boletos bancários não vencidos e faturas da OI, Telemar, Embratel, Claro e TIM.
Serviço de Malote: serviço utilizado por pessoas jurídicas, através do qual é feito o envio de pagamentos de boletos bancários (não vencidos), faturas de concessionárias (água, energia e telefonia), tributos e impostos.
Site: funcional e interativo, o site da Unicred Natal disponibiliza consultas a saldo e extrato. Cadastre sua senha na sala do cooperado.
Cartão Internacional Unicred Natal
20/07/09CARTÃO DE CRÉDITO INTERNACIONAL
Os cartões de crédito realizam saques na opção crédito e compras a prazo. Além das seguintes vantagens:
Unicred Natal e Athlética firmam parceria
14/07/09Para ter direito aos descontos (20% nas mensalidades e 50% na matrícula), o cooperado precisa apresentar no ato da matrícula, o cartão de crédito ou cheque da Unicred Natal ou uma declaração por escrito acompanhado de documento de identificação pessoal. A academia fica localizada na Av. Rodrigues Alves, 930. Para saber mais visite o site www.athleticaclub.com.br ou ligue para 3222.9000. Estas condições são válidas para aquisição do plano anual. Pode ser parcelado em 10 x no cheque ou cartão da Unicred Natal.
R$ 10,4 MILHÕES DISTRIBUÍDOS ENTRE OS COOPERADOS.
05/06/09De 2004 a 2008, a Unicred Natal vivenciou um período de crescimento inédito na sua história. Nossos índices financeiros e empresarias demonstraram elevações expressivas, confirmando o ótimo momento da cooperativa. Hoje, a Unicred Natal, é a 3ª melhor cooperativa do Norte-Nordeste, está em 10º entre as 135 cooperativas do país e ocupa o 4º lugar do Brasil em eficiência. Além dessas conquistas, nossos cooperados têm ainda mais motivos para comemorar: lançamento de novos produtos e serviços, lançamento do cartão de crédito, melhor infraestrutura física, novos caixas eletrônicos, implantação da assessoria de RH, modernização do site e novos programas de treinamento. Resultados que abrilhantam ainda mais os 15 anos da Unicred Natal. Uma cooperativa sólida, rentável e promissora, que conta com uma excelente equipe técnica e administrativa, certificada pela Associação Nacional dos Bancos de Investimentos para fazer sempre o melhor para os seus cooperados.
Horário de funcionamento da Unicred Natal
19/06/09A Unicred Natal atende de segunda a sexta-feira, das 10h às 16h, em sua agência situada na Rua Tuiuti, 765, Petrópolis, fone 4009-3546. Outra opção de atendimento é no Midway Mall, nos horários de funcionamento do shopping, através de caixa eletrônico, no piso L2, próximo à loja de computadores Nagem.
Imposto menor, renda e câmbio sustentam planos de crescimento
06/02/09Cibelle Bouças, de São Paulo A Lupo está contratando 300 pessoas para a nova fábrica de Araraquara (SP), que será inaugurada até junho. A Cosméticos Jequiti & Hydrogen, do Grupo Silvio Santos, vendeu em janeiro 20% mais do que havia previsto e espera encerrar o ano com uma expansão de 150% na receita. A IRB Tatuzinho 3 Fazendas, dona da marca Velho Barreiro, projeta crescimento de 4% sobre o ano passado. As informações parecem ter saído de um banco de notícias de 2007 ou 2008, quando a economia brasileira crescia a ritmo acelerado, mas são expectativas para 2009. No conjunto da economia e da indústria, há incertezas sobre quanto a economia brasileira irá reduzir o ritmo este ano, após ter crescido apenas 3,1% em 2008. Há empresas, contudo, que ainda operam com perspectiva de crescimento em relação a 2008 - e parte destas, está contratando. Entre as razões estão o câmbio (que melhora a competitividade e reduz a concorrência dos importados), a menor queda na renda da população das classes C e D, a inflação mais baixa em alimentos e algumas das medidas de estímulo adotadas (ou anunciadas) pelo governo federal, especialmente na construção civil. A Lupo, sediada em Araraquara (SP), encerrou o ano passado com crescimento de 25% na receita, alcançando R$ 380 milhões. Para 2009, a expectativa é crescer menos, mas alcançar 12%. "Em janeiro o volume de pedidos foi menor que em janeiro do ano passado porque os clientes estão mais cautelosos com a reposição. O pior período vai ser o primeiro trimestre porque há muita incerteza, mas não mudamos os planos", afirma o diretor comercial, Valquírio Cabral Júnior. Apesar do menor volume de pedidos, a empresa registrou crescimento de 26% na receita em relação a janeiro de 2008. A Lupo contratou 700 pessoas em 2008, elevando o quadro para 3,8 mil empregados. Neste ano, a Lupo iniciou a contratação de outras 300 pessoas para a nova fábrica, que custará R$ 30 milhões e começou a ser construída em setembro para readequação das linhas de produção. A decisão da Lupo, diz Cabral, está calcada nos estoques baixos da empresa, na perspectiva de inflação mais baixa e na natureza de seu produto. O executivo acredita que a demanda por bens de consumo semi-duráveis e não duráveis pode se manter aquecida, já que os consumidores tendem a comprometer menos a renda com itens de alto valor agregado. As medidas adotadas pelo governo federal para estimular o setor produtivo e o câmbio mais favorável também são apontados como fatores de estímulo ao crescimento. Em 2008, a empresa exportou 40% mais, alcançando R$ 26,6 milhões. "Quando o dólar passou de R$ 2 facilitou, porque o custo no mundo aumentou e nós ficamos mais competitivos", afirma. A empresa negocia com clientes externos uma espécie de gatilho, que permitirá o reajuste do preço se o câmbio ficar acima ou abaixo de determinada faixa. O presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Aguinaldo Diniz Filho, confirma que a alta do dólar em relação ao real ajudou o setor têxtil a, no último trimestre do ano, reduzir o déficit na balança comercial do setor. Para ele, o câmbio entre R$ 2,20 e R$ 2,35 reduz riscos de uma 'enxurrada' de importações e pode contribuir para que o setor alcance a meta de crescimento para este ano de 3% a 3,5%. "A indústria têxtil e de confecções cresce em média de 1 a 1,5 ponto [percentual] acima do PIB. Se o PIB crescer 2%, como dizem alguns economistas, é possível alcançar esse crescimento", afirma Diniz. O presidente da Abit também condiciona a previsão à expectativa de redução da taxa básica de juros e dos juros de mercado e ao fechamento de acordos de comércio com União Europeia e Estados Unidos. A indústria têxtil foi uma das que mais demitiu em dezembro, com corte de 29.346 vagas, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). No ano, o saldo de geração de vagas ficou positivo em 22.009 postos. "Entre novembro e fevereiro as indústrias reduzem o número de contratados porque a demanda é muito fraca. O efeito sazonal foi agravado pela crise, mas tenho certeza que o setor vai recuperar esses postos mais à frente", afirma Diniz. De acordo com dados do IBGE compilados pela LCA Consultores, o setor industrial responde por 28,8% do Produto Interno Bruto (PIB). As indústrias têxteis , de artigos de vestuário e acessórios respondem por 1,3% do PIB e por 3% do total de empregos com carteira assinada do país. Na avaliação do economista-chefe da LCA, Bráulio Borges, segmentos menos dependentes da oferta de crédito, como alimentação, bebida e vestuário tendem a crescer, mas em nível inferior ao de 2008. "No setor de vestuário, o câmbio mais alto vai fazer com que a indústria brasileira atenda uma parte do consumo interno que antes era atendida por importados", afirma. Em alimentos e bebidas, a previsão de inflação mais baixa e o reajuste real do salário mínimo contribuirão para estimular as vendas em 2009, acrescenta. Já setores mais dependentes da oferta de crédito, como veículos, eletrodomésticos e outros bens alto valor agregado sofrerão mais os efeitos da crise, diz Borges. Na construção civil, a falta de crédito levou as construtoras a postergar novos projetos e a efetuar um número expressivo de dispensas no fim do ano. Em dezembro, segundo o Caged, o setor fechou 82.432 postos de trabalho. Apesar do cenário ruim, o grupo Eternit, dono da Eternit (fabricante de telhas e caixas d'água) e da Sama (mineradora) mantém os planos de ampliação para 2009. Em maio de 2008, a empresa investiu em maquinário na fábrica de Goiânia, ampliando a capacidade em 8% a 10%. Em janeiro deste ano, fez o mesmo na unidade de Colombo (PR). O grupo investiu R$ 60 milhões em manutenção e ampliação das unidades, valor que incluiu a expansão da capacidade da mineradora Sama de 270 mil para 300 mil toneladas em 2008. "Mesmo que no primeiro semestre as vendas caiam um pouco, vamos trabalhar para manter o mesmo patamar de crescimento de 2008", afirma Elio Martins, presidente do Eternit. Segundo ele, a empresa vai aproveitar o começo de ano mais fraco para repor estoques, que ficaram muito baixos no fim de 2008. A empresa não antecipa dados de balanço, mas Martins diz que o grupo fechou 2008 com alta de dois dígitos. De janeiro a setembro, a receita do grupo cresceu 43%, para R$ 293 milhões. Em 2008, a companhia contratou cerca de 100 pessoas, chegando a 1,6 mil funcionários. "Não há intenção de contratar, mas também não há previsão de cortes", afirma. O otimismo do empresário também está relacionado às medidas do governo para ampliar a oferta de crédito à construção civil. "Se for ampliado o financiamento ao consumidores de renda mais baixa, haverá estímulo ao aumento do consumo", afirma. O governo federal estuda reduzir o IPI para a construção e ampliar o crédito para consumidores com renda mensal de até R$ 2 mil de atuais R$ 7 mil para R$ 25 mil. Segundo Martins, mais de dois terços das vendas da Eternit são ao consumidor final. A Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) prevê para 2009 expansão de 5% a 6% em receita, resultado que, se alcançado, já representará uma desaceleração significativa sobre 2008, quando a receita cresceu 33%. "A crise está afetando o setor, mas as indústrias ainda mantêm o otimismo", afirma o presidente da Abramat, Melvin Fox. Ele cita pesquisa da entidade feita em janeiro em que 68% dos entrevistados disseram estar otimistas em relação aos efeitos das ações de governo sobre o setor. Segundo Fox, as indústrias de materiais não criaram 70 mil novas vagas em 2008, ampliando o quadro de empregados em 11%. As demissões da construção, diz, ficaram restritas aos canteiros de obra. Conforme dados da LCA, o setor da construção responde por 4,7% do PIB e 6,4% dos empregos formais. Na área industrial química, que fechou 14.653 postos formais em dezembro, o setor de cosméticos é o que opera com mais otimismo. O setor cresceu acima de 10% ao ano na década e encerrou 2008 com incremento de 10,4%, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec). A entidade não faz previsões, mas estima crescer em 2009. O setor responde por 0,3% do PIB e por 0,1% dos empregos com carteira, aponta a LCA. Visão semelhante possui o diretor-geral da Jequiti, Lásaro do Carmo Júnior. A empresa expandiu em 120% as vendas em janeiro - 20 pontos acima do esperado - e prevê encerrar o ano com receita 150% maior, indo a R$ 176 milhões. "A crise não nos afetou em nada. O setor de vendas diretas demora a sentir estes efeitos", afirma. A Jequiti opera com cosméticos e produtos de higiene pessoal, mas o salto virá da aposta em 80 novos produtos não cosméticos, como bijuterias, acessórios para casa, CDs e brinquedos. O grupo Suissa, fabricante de cosméticos e produtos de limpeza voltados para as classes C e D sediada no Rio de Janeiro, estima elevar a receita nominal em 20% neste ano. "Essa massa de consumidores não sofre tanto com a crise, não se ressente da falta de crédito", diz o sócio do grupo, Edison Aarnaud. Em janeiro, o volume de encomendas cresceu 5% ante igual mês de 2008. A empresa, cuja distribuição estava restrita ao Sudeste e Nordeste, amplia as vendas para a região Sul. Em janeiro, a Suissa contratou 30 pessoas, ampliando seu quadro que era de 350 funcionários. O vice-presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), Nelson Pereira dos Reis, afirma que as indústrias químicas sofrem os efeitos da crise de maneira diversificada. Os setores ligados à agricultura (fertilizantes e defensivos) e ao segmento de duráveis - matérias-primas para linha branca e veículos - foram mais afetados, e os vinculados a bens como cosméticos, produtos de limpeza e embalagens plásticas para alimentos ainda mantêm a demanda aquecida. (Colaborou Ana Paula Grabois, do Rio) Demanda interna vai ajudar setor de alimentos e bebidas De São Paulo Responsável pelo fechamento de 109.696 mil postos de trabalho em dezembro, segundo o Caged, o setor de alimentos e bebidas prevê para 2009 crescimento, mas em nível inferior ao de 2008. O coordenador do departamento de economia e estatística da Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia), Denis Ribeiro, estima para o ano alta de 3% a 4% na produção, e de 2,5% a 3,5% no faturamento real. Em 2008, o setor teve crescimento de 4,4% na produção e de 3,3% em faturamento real (deflacionado pelo IGP-DI). A indústria de alimentos e bebidas responde por 2,8% do PIB e por 2,4% dos empregos formais no país. "Os três primeiros meses do ano serão sofridos, todos os setores terão que se adequar. Mas a indústria da alimentação não está preocupada. Ela trabalha com a realidade que virá nos próximos dois ou três anos", diz. De acordo com Ribeiro, o setor apresentou desaceleração no último trimestre do ano passado, sobretudo indústrias exportadoras de carnes, grãos e óleo de soja, que sofreram com a queda da demanda internacional e a escassez de crédito para exportar. Conforme Ribeiro, o setor emprega 1,4 milhão de pessoas e, em 2008, foram criados em torno de 60 mil postos de trabalho, sendo que em dezembro houve cortes de cerca de 1 mil vagas, por conta da sazonalidade. "As demissões acima de 100 mil postos referem-se principalmente às dispensas de bóias-frias e outros empregados das indústrias de açúcar e álcool, por conta do fim da safra. Esse dado fica na conta do setor, mas não pode ser lido como uma tendência generalizada", diz. Em São Paulo, de acordo com dados da Federação das Indústrias do Estado (Fiesp), em dezembro, as indústrias fecharam 130 mil postos, dos quais 79.248 no setor de açúcar e álcool. A IRB Tatuzinho 3 Fazendas, dona da marca Velho Barreiro, prevê um cenário ainda positivo para 2009. O presidente da empresa, César Rosa, diz que contratou 20 pessoas no ano passado, elevando o quadro de funcionários para 250. "A empresa reforçou o quadro de vendas e não tem nenhuma mudança prevista para o primeiro semestre deste ano", diz ele. Em 2008, a empresa registrou expansão de 18% em produção, 25% em faturamento e 43% no lucro líquido. Para este ano, a expectativa é crescer em torno de 10% em produção e faturamento. "A crise ainda não afetou os negócios. O principal público consumidor pertence às classes C e D e esse público ainda não sofreu um impacto significativo na renda, que signifique queda nos negócios", diz. De acordo com o Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac), o segmento cresceu 8% em 2008 em volume e 12% em faturamento. Para 2009, a previsão é de alta em torno de 4%. O setor, formado por aproximadamente 40 mil alambiques, gera 450 mil empregos diretos, sobretudo na agricultura familiar. (CB) Veículo: Valor Econômico Publicado em: 06/02/2009 - 09:13
Pacote de Obama deve afetar o Brasil
06/02/09Senadores amenizaram restrições a importações, mas só de alguns países Patrícia Campos Mello, WASHINGTON O protecionismo contra países como Brasil, China e Índia no pacote de estímulo à economia americana deve virar lei , segundo analistas ouvidos pelo Estado. Na noite de quarta-feira, o Senado americano aprovou uma emenda determinando que o plano de estímulo "seja aplicado de maneira consistente com as obrigações dos EUA sob acordos internacionais". Anteriormente, o pacote determinava simplesmente que todo "ferro, aço e produtos manufaturados" usados em projetos do pacote de estímulo fossem produzidos nos Estados Unidos. A medida provocou protestos e levou o presidente Barack Obama a fazer um apelo aos legisladores, apontando o perigo de a cláusula desencadear uma guerra comercial. Com a emenda aprovada no Senado, os EUA terão de abrir o pacote a signatários do Acordo de Compras Governamentais, como Canadá e União Europeia, e para o México, que é parte do Nafta.O Brasil não é signatário do acordo, então continua vetado - assim como Rússia, China e Índia. E este aspecto protecionista do pacote deve permanecer na versão final da lei, segundo analistas. Os senadores derrubaram a emenda do senador John McCain, que tirava a cláusula "buy American" do pacote. Na semana que vem, as versões da Câmara e do Senado vão para conferência, ou seja, senadores e deputados discutirão a versão final da lei. Como a Câmara aprovou uma cláusula protecionista ainda mais rígida, é bastante provável que o "buy American", pelo menos o diluído, prevaleça na lei final. "Não foi uma surpresa terem derrubado a emenda de John McCain - o isolacionismo tem grande apelo nos Estados Unidos neste momento e deve prevalecer", disse ao Estado Nancy McLernon, presidente da Organization for International Investment (OFII), que representa as subsidiárias de empresas estrangeiras nos EUA. Apesar de atenuada, a emenda protecionista foi criticada ontem em vários países. A confederação europeia de fabricantes de aço afirmou que a emenda não resolvia o problema e que iria pedir às autoridades Europeia para aprovar a lei no Senado. As medidas de que os americanos precisam Barack Obama *, The Washington Post A esta altura, ficou claro para todos que herdamos uma crise econômica mais profunda e grave do que qualquer outra desde os dias da Grande Depressão. Milhões de empregos dos quais há apenas um ano os americanos dependiam desapareceram; milhões de dólares em poupanças economizadas com tanta dificuldade pelas famílias sumiram. Em toda parte, as pessoas estão preocupadas com o que pode acontecer amanhã. O que os americanos esperam de Washington são medidas proporcionais à urgência sentida nas suas vidas cotidianas, medidas suficientemente ágeis, corajosas e sábias para nos tirar desta crise. Pois a cada dia que esperamos para dar início ao trabalho de reverter o declínio econômico, mais pessoas perdem o emprego, a poupança e o lar. E se nada for feito a recessão pode durar anos. Nossa economia perderá outros 5 milhões de postos de trabalho; o desemprego chegará aos dois dígitos; nosso país se afundará cada vez mais numa crise que, depois de certa altura, não seremos mais capazes de superar. É por isso que sinto tamanha urgência em relação ao plano de recuperação que tramita atualmente no Congresso. Com ele, seremos capazes de criar ou manter mais de 3 milhões de empregos nos próximos dois anos, poderemos oferecer alívio fiscal para 95% dos trabalhadores americanos, estimular os gastos tanto dos consumidores quanto das empresas e tomar medidas que fortalecerão nosso país por anos a fio. Esse plano é mais que uma receita de gastos de curto prazo, é uma estratégia para o crescimento dos Estados Unidos no longo prazo e o melhor aproveitamento das oportunidades em áreas como a energia renovável, o sistema de atendimento médico e a educação. É uma estratégia que será implementada com transparência e responsabilidade sem precedentes, de modo a permitir aos americanos saber para onde vão os impostos que pagam e como esse dinheiro é gasto. Nos últimos dias, surgiram contra esse plano críticas equivocadas, que ecoam as teorias fracassadas que ajudaram a nos levar a esta crise - a ideia de que os cortes de impostos por si mesmos são capazes de resolver todos os nossos problemas; de que nós podemos enfrentar nossos enormes testes com medidas tímidas e descompromissadas; de que podemos ignorar desafios fundamentais como a independência energética e o alto custo do atendimento médico e seguir esperando que nosso país e nossa economia continuem a prosperar. Eu rejeito esSas teorias e o mesmo fez o povo americano quando foi às urnas em novembro e votou indiscutivelmente em favor da mudança. Eles sabem que já tentamos esse caminho durante muito tempo. E, por termos insistido nesse rumo, o custo do atendimento médico continua a aumentar num ritmo superior ao da inflação. Nossa dependência em relação ao petróleo estrangeiro ainda ameaça nossa economia e nossa segurança. Nossos filhos ainda estudam em escolas que os colocam em desvantagem competitiva. Vimos as trágicas consequências do nosso descaso com a infraestrutura quando as pontes caem e os diques se rompem. A cada dia, nossa economia fica mais doente - e agora é a hora de aplicar um remédio capaz de conduzir os Estados Unidos de volta ao trabalho, capaz de fazer nossa economia funcionar de novo e de investir no crescimento duradouro. Agora é a hora de proteger os mais de 8 milhões de americanos que correm o risco de perder o seguro de saúde e de informatizar os registros do sistema de saúde de todos os americanos em questão de cinco anos, economizando bilhões de dólares e salvando incontáveis vidas neste processo. Agora é a hora de economizar bilhões de dólares aumentando a eficiência energética de 2 milhões de lares e de 75% dos prédios federais e dobrar nossa capacidade de geração de fontes alternativas de energia em questão de três anos. Agora é a hora de oferecer às nossas crianças todas as vantagens de que necessitam para manter sua competitividade através da modernização de 10 mil escolas, instalando nelas salas de aula, bibliotecas e laboratórios de última geração; através do treinamento dos nossos professores nas habilidades matemáticas e científicas; e através da oferta da oportunidade do sonho da educação superior ao alcance de milhões de americanos. E agora é a hora de criar os empregos que recriarão os Estados Unidos para o século 21 por meio da reconstrução das antigas estradas, pontes e diques; da elaboração de uma rede elétrica inteligente; e da conexão de cada canto do país à rede mundial de informações. Essas são as medidas que os americanos esperam que tomemos, sem demora. Eles são pacientes o bastante para saber que a nossa recuperação econômica será medida em anos, não meses. Mas eles não têm a paciência de suportar os mesmos impasses políticos que há muito se colocam no caminho da ação enquanto nossa economia continua a se deteriorar. Assim sendo, temos uma escolha a fazer. Podemos deixar novamente que os maus hábitos de Washington fiquem no caminho do progresso. Ou, então, podemos nos unir para dizer que, nos Estados Unidos, o destino não foi definido para nós, mas é escrito por nós. Podemos colocar as boas ideias acima das antigas batalhas ideológicas e o sentido de propósito acima do velho partidarismo limitado. Podemos agir com ousadia para transformar crise em oportunidade e, juntos, escrever o próximo capítulo grandioso da nossa história e superar as provações da nossa época. * Barack Obama é presidente dos Estados Unidos Veículo: O Estado de S. Paulo Publicado em: 06/02/2009 - 08:46
Receita deve liberar 100 mil declarações de IR na malha fina
06/02/09Intenção do governo é deixar mais dinheiro nas mãos dos contribuintes e focar fiscalização em grandes contribuintes Declarações que podem ser liberadas têm saldo de imposto a restituir de até R$ 3.000 e são de contribuintes paulistas FÁTIMA FERNANDES DA REPORTAGEM LOCAL A Receita Federal em São Paulo deve liberar restituições de Imposto de Renda de pessoas físicas retidas nos últimos cinco anos -presas na chamada malha fina-, como forma de colocar mais dinheiro nas mãos de contribuintes e minimizar os efeitos da crise financeira. Outro objetivo é desafogar o trabalho da fiscalização e focá-lo nos grandes contribuintes. Os créditos totais de IR (Imposto de Renda) a serem liberados no Estado de São Paulo -no caso de quem tem restituição do imposto- ainda não estão definidos. As declarações que foram retidas -e que, eventualmente, serão liberadas e têm saldo de imposto a restituir- podem chegar a valores de até R$ 3.000, segundo afirma Luiz Sérgio Fonseca Soares, superintendente da Receita Federal em São Paulo. Cerca de 100 mil declarações -com saldo a restituir e também a pagar- deverão ser liberadas nos próximos meses. "Vamos mudar neste ano a filosofia de fiscalização do Imposto de Renda para a pessoa física, num primeiro momento. No início da semana que vem, representantes do setor de fiscalização da Receita Federal em Brasília virão a São Paulo para discutir a linha de corte para liberar as declarações que estão na malha. O que for feito em São Paulo deverá ter repercussão no Brasil", diz Soares. Ele afirma que, ao liberar os créditos de IR para pessoas físicas, elas serão informadas se as declarações estavam corretas e foram liberadas definitivamente ou se ainda serão examinadas posteriormente. "Com a escassez de pessoal, decidimos redirecionar a força de trabalho para contribuintes de maior relevância econômica. Vamos diminuir a fiscalização à pessoa física de menor poder aquisitivo. Em vez de ter 30% do nosso pessoal direcionado para os assalariados de baixa renda, vamos ter mais 30% do pessoal voltado para os contribuintes de maior poder aquisitivo. Haverá um redirecionamento na malha", diz. Os critérios para efetuar o corte na malha ainda estão sendo definidos. A ideia, segundo o superintendente da Receita, é concentrar a atenção em quem tem restituições de R$ 50 mil, R$ 80 mil, R$ 100 mil. "Num segundo momento, vamos ver se, no caso de declarações liberadas, houve indícios de fraude." As declarações de IR são retidas, principalmente, quando há divergências entre os valores declarados pelos contribuintes e os informados pelas fontes pagadoras, omissão de rendimentos de aluguéis ou de outros valores recebidos, utilização de despesas médicas indevidas ou inexistentes e prestação de informações não exatas sobre pagamentos de pensões. Para o jurista Ives Gandra, professor emérito da Universidade Mackenzie, a ação da Receita é boa para o contribuinte e para o governo. "Vai proporcionar uma redução no trabalho da fiscalização da Receita, que tem falta de funcionários. Apesar de a Receita ser informatizada, quando há reclamações de contribuintes, é preciso examiná-las, e isso gasta tempo do servidor. Essa medida também tem um benefício econômico, pois vai liberar mais recursos para o mercado neste momento de crise financeira", diz Gandra. A Receita Federal em São Paulo já sente os efeitos da crise na arrecadação de impostos. De outubro a dezembro do ano passado, a arrecadação de impostos federais no Estado de São Paulo caiu 2,73% em relação a igual período de 2007. A Receita atribui a três fatores a queda na arrecadação: crise financeira, extinção da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) em 2008 e redução nos ganhos financeiros de empresas e pessoas físicas. No final de 2007, segundo a Receita, a arrecadação de impostos do setor financeiro foi elevada por conta dos altos ganhos de pessoas físicas e jurídicas no mercado de capitais. A arrecadação de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) -considerado um termômetro do setor industrial- do Estado de São Paulo caiu em vários setores no último trimestre de 2008 sobre igual período de 2007: no setor de fumo, a queda foi de 9,1%; no de bebidas, de 35,7%; no de automóveis, de 17,9%, e, no de equipamentos, eletroeletrônicos e cosméticos, de 0,48%. "Evidentemente a crise teve impacto na arrecadação do Estado, e é normal que isso tenha ocorrido, já que a arrecadação acompanha o ritmo da atividade econômica", diz Soares. No ano passado, a arrecadação de impostos federais no Estado de São Paulo, que representa cerca de 43% da arrecadação de impostos federais no país, foi de R$ 276,8 bilhões, 5,3% mais do que a de 2007. Um dado que chamou a atenção da Receita no último trimestre é o aumento da arrecadação do Imposto de Importação -de 44,4% sobre igual período de 2007-, apesar de a taxa de câmbio estar mais desfavorável às compras no exterior. Veículo: Folha de S.Paulo Publicado em: 06/02/2009 - 08:39
Com nova lei, consórcio vai poder pagar até cirurgia
06/02/09Legislação em vigor a partir de hoje permite quitar com carta de consórcio bem financiado Administradoras também poderão oferecer serviços nas áreas de turismo e educação; associação médica questiona uso na saúde NATÁLIA PAIVA COLABORAÇÃO PARA A FOLHA Quem tiver um bem financiado e quiser entrar em um consórcio para quitar a dívida usando a carta de crédito obtida poderá fazê-lo agora. Consórcios para serviços também passam a ser permitidos, e o consorciado inadimplente não precisa mais esperar até o fim do grupo para reaver o dinheiro já pago. Essas são algumas das novidades da chamada Lei dos Consórcios (11.795/08), em vigor a partir de hoje. As novas regras beneficiam quem deseja trocar o financiamento pelo consórcio, já que a taxa de administração é bem mais baixa que os juros. Enquanto o SFH (Sistema Financeiro de Habitação), por exemplo, tem juros de 12% ao ano, o consórcio cobra taxa de administração de 1,8% a 2,3% no mesmo período. "Na hora em que você contrai um empréstimo, no Brasil, a taxa é muito alta. O consórcio pode ser um canal para você se disciplinar numa poupança e sair de dívidas", diz o presidente da Abac (Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios), Rodolfo Montosa. Mas o financiamento e o consórcio têm de ser do mesmo tipo de bem -para quitar um carro, por exemplo, o consórcio tem de ser de carro. A nova lei amplia a atuação das administradoras, que vão passar a oferecer também serviços, principalmente nas áreas de saúde, turismo e educação. Cirurgias plásticas, próteses, implantes dentários, viagens e cursos de especialização são alguns dos serviços que poderão ser obtidos via consórcio. O grupo de consórcio de serviço vai funcionar da mesma forma que grupos de segmentos já existentes. Com a diferença de que, na hora da contemplação com a carta de crédito (por sorteio ou lance), o consumidor informa à administradora o serviço que vai adquirir -viagem, curso, cirurgia etc. Se desejar uma cirurgia plástica, por exemplo, o consumidor informa o procedimento, o hospital e os custos à administradora. "O consórcio não entra no mérito se o cirurgião é bom ou não, como a gente não entra [no mérito] se o carro vem com defeito ou não. Somos uma solução financeira para o objetivo que se pretende", diz Montosa. Marcos Diegues, assessor jurídico do Idec (Instituto de Defesa do Consumidor), diz que a lei "acabou saindo boa" para o consumidor, mas teme um possível boom de cirurgias estéticas. "É importante que o consumidor tome muito cuidado. Quanto mais facilidade tem, menos cuidado ele toma", diz. Para o secretário-geral da AMB (Associação Médica Brasileira), Aldemir Soares, há dois problemas: "Falo hoje que a cirurgia vai custar "x", mas quem garante que na época [da contemplação] vai ser isso? Se eu examinei a pessoa hoje e indiquei essa cirurgia, quando essa pessoa for sorteada, quais serão suas condições? Não me cai bem ato médico baseado em consórcio ou carnê". Outras mudanças O consorciado excluído também deve ser beneficiado, sob as novas regras. Antes, quem pagasse, por exemplo, dez parcelas do consórcio, mas ficasse impossibilitado de continuar os pagamentos, receberia o dinheiro investido apenas ao final do grupo. Na nova lei, o excluído passa a concorrer com os demais adimplentes e recebe, se sorteado, o valor investido com correção. Mas essa regra só vale para grupos formados depois das mudanças. Outra novidade é que o sistema de consórcios fica subordinado ao Código de Defesa do Consumidor e a fiscalização da gestão pode ser feita por três consorciados representantes. O advogado de direito imobiliário Plinio Ricardo Merlo Hypólito afirma que, com a lei específica dos consórcios, as regras do sistema ficam mais claras. Acrescenta que a empresa ainda fica obrigada a separar o que é recurso próprio do capital que pertence aos consorciados. "[O consumidor] tende a ter mais garantia e confiança", diz. O presidente da Abac afirma que deve haver um "crescimento substancial" do mercado. Operadoras de planos de saúde, por exemplo, devem aproveitar a abertura de consórcios de serviços. Para isso, precisam fazer parceria com uma administradora de consórcio já constituída ou criar uma própria. Veículo: Folha de S.Paulo Publicado em: 06/02/2009 - 08:04
BC dá visibilidade maior a ranking de juros dos bancos
06/02/09Acesso a lista com juros cobrados pelas instituições é facilitado em site, dentro de disputa BC-bancos sobre custo de crédito No crédito pessoal, juros médios do Bradesco (5,27% ao mês) são quase o dobro dos 2,80% do BB; Idec vê pouca efetividade na ação DA SUCURSAL DE BRASÍLIA Em mais um capítulo da disputa entre o Banco Central e os bancos sobre a responsabilidade em relação ao elevado custo do crédito no país, o BC passou a dar visibilidade e facilitar o acesso na sua página na internet para o ranking das instituições financeiras que cobram as maiores e as menores taxas do mercado. O objetivo, segundo o BC, é estimular as pessoas a consultarem a lista antes de tomar um empréstimo. O levantamento é dividido em empréstimos a pessoas físicas e empresas e detalha os juros praticados em cada operação de crédito -como cheque especial, crediário, capital de giro, entre outras. A pesquisa é atualizada semanalmente pelo BC há vários anos, mas só ontem a instituição decidiu colocar uma chamada para os dados logo na primeira página de seu site, no endereço www.bcb.gov.br. As informações estão disponíveis no capítulo "taxas de juros de operações de crédito". O levantamento mostra, por exemplo, que o HSBC cobra, em média, 10,02% ao mês no cheque especial, quase 50% a mais do que os 6,78% mensais da Caixa Econômica Federal. No crédito pessoal, os juros médios cobrados pelo Bradesco (5,27% ao mês) equivalem a quase o dobro dos 2,80% do Banco do Brasil. Entre os dez maiores bancos do país, a menor taxa desse segmento é a da Caixa Econômica Federal, que cobra 2,60% ao mês. Nas últimas semanas, o BC tem tentado fugir das críticas em relação ao elevado nível da taxa básica de juros, a Selic, hoje em 12,75% ao ano. Argumenta que o alto custo do crédito no Brasil não é causado pela Selic, mas pelo elevado "spread" cobrado pelos bancos. "Spread" é a diferença entre o custo de captação do banco e aquele cobrado pela instituição nos seus empréstimos. O governo discute até a possibilidade de tornar pública um ranking com os "spreads". Para a advogada Maria Elisa Novais, do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), a iniciativa do BC em modificar a divulgação do seu ranking deve produzir pouco efeito prático. "Essa mudança provavelmente não vai ter impacto nenhum. Essas informações já estavam no site havia muito tempo, já eram conhecidas, e nem assim os juros caíram", diz a advogada. Novais diz que a alta e crescente concentração do setor bancário desestimula a concorrência e ajuda a explicar os elevados juros nos financiamentos, mas ressalta que a ação do BC não deve ser suficiente para mudar esse quadro. A divulgação da pesquisa na página do BC na internet causou confusão nos bancos. Ontem, a filial brasileira do francês Société Générale divulgou um comunicado para informar que, apesar de ser citado como aquele que cobra os juros mais baixos no crédito pessoal, esse tipo de empréstimo está disponível só para os funcionários da empresa, focada em pessoas jurídicas. Veículo: Folha de S.Paulo Publicado em: 06/02/2009 - 07:52
Lula quer turno extra para acelerar as obras do PAC
03/02/09Governo volta a falar em acelerar gastos contra crise SHEILA D'AMORIM SIMONE IGLESIAS NEY HAYASHI DA CRUZ DA SUCURSAL DE BRASÍLIA Os ministros deverão exigir turnos adicionais de trabalho para garantir que as obras com a marca do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) não atrasem o cronograma e gerem mais empregos. A recomendação foi feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante reunião ontem na Granja do Torto, para tentar combater os efeitos da crise internacional sobre a economia. Acelerar as construções prometidas há dois anos pelo governo -quando lançou conjunto de obras estimadas em R$ 504 bilhões, como base do segundo mandato petista- é a principal medida anticíclica de que o governo dispõe. Segundo relato à Folha de ministros que estiveram na reunião, Lula destacou que o governo fez muito para colocar o país na condição atual e que é hora de mostrar que, também na adversidade, a equipe tem soluções. De acordo com o ministro Reinhold Stephanes (Agricultura), Lula disse que todos os ministérios, especialmente os da área de infraestrutura, devem acompanhar com precisão o cumprimento do cronograma de obras do PAC. "O presidente colocou com clareza que, se precisar aumentar um turno de trabalho para acelerar as obras do PAC e empregar mais, isso deve ser feito", disse Stephanes à Folha. Segundo outro ministro que estava na reunião, Lula chegou a exemplificar: se uma obra emprega 20 pessoas, por que não contratar mais 20 em outro turno para impedir atrasos e garantir emprego? Nas palavras do presidente, todos podem "fazer mais e melhor". "Spread" Escalado para falar após a reunião, que durou quase dez horas, o ministro Guido Mantega (Fazenda) disse que o governo também estuda medidas para reduzir o "spread" bancário e o custo dos financiamentos, mas não disse o que será feito. "Spread" é a diferença entre o custo de captação dos recursos e aquele cobrado pelos bancos nos empréstimos. Mantega disse que o "spread" bancário no país está em níveis muito elevados. "Ainda não conseguimos reconstituir o crédito a um nível adequado. E temos que achar uma solução para reduzir o custo do crédito, que hoje é proibitivo no Brasil." Ele voltou a repetir que a crise financeira deve afetar o Brasil de maneira menos intensa do que a maior parte dos países. "O presidente falou em ousadia. Não é hora para uma reação tímida. Todos os ministros foram orientados a sustentar os programas prioritários de suas áreas." Mantega minimizou o bloqueio provisório de R$ 37 bilhões do Orçamento da União, anunciado na semana passada e que pode ser revisto. A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) fez um balanço detalhado do PAC e apresentou uma série de projetos de investimento que serão incluídos no programa. Ela deixou a reunião no meio da tarde para levar ao Congresso a mensagem do presidente Lula no início dos trabalhos legislativos, destacando que o país tem condições de enfrentar a crise, e citou o PAC. Colaborou FERNANDA ODILA , da Sucursal de Brasília Veículo: Folha de S.Paulo Publicado em: 03/02/2009 - 08:59
BNDES amplia peso no total de investimentos do país
03/02/09Banco emprestou quase o triplo das operações contratadas pelo Bird no mundo em 2008 Para especialistas, injeção de R$ 100 bi no banco elevará força do Estado na economia; BNDES também é acionista de quase 140 companhias JANAINA LAGE DA SUCURSAL DO RIO Principal instrumento do governo para combater os efeitos da crise, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) já representa quase 14% do total de investimentos no país. No ano passado, emprestou quase o triplo do total de operações contratadas no Bird (Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento), que, com a AID (Associação Internacional de Desenvolvimento), compõe o Banco Mundial. Em 2008, o BNDES liberou R$ 92,2 bilhões (cerca de US$ 40 bilhões). No ano fiscal de 2008, o Bird comprometeu um total de US$ 13,468 bilhões em 99 operações em 34 países, com desembolso bruto de US$ 10,5 bilhões. O BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) emprestou US$ 7 bilhões. BNDES, Bird e BID são instituições de perfis diferentes, mas a comparação evidencia o quanto o banco brasileiro cresceu e indica o aumento da presença do Estado na economia. De 2005 a 2008, seu total de empréstimos praticamente duplicou. Com a injeção de recursos anunciada pelo governo, de R$ 100 bilhões para o período 2009-2010, a expectativa é que ele passe a concentrar ainda mais a demanda por crédito das empresas. "Com esses R$ 100 bilhões, o BNDES dispara na frente dos demais bancos de desenvolvimento. É uma decisão política que busca manter a taxa de investimento e o emprego", afirma Carlos Lessa, ex-presidente do BNDES. O banco tem atuado até mesmo na oferta de crédito de curto prazo, o que historicamente não faz parte do seu perfil. "Na nossa época, a política de apoiar exclusivamente investimentos de longo prazo era correta, mas hoje entendo que os desafios do momento podem justificar uma flexibilização do uso do BNDES", diz Francisco Gros, ex-presidente do banco. Os desembolsos do banco já representam 13,9% do total de investimentos, considerando os dados de janeiro a setembro do ano passado. Em 2006, essa participação era de 9,6%. Tradicionalmente, o banco exerce um papel anticíclico -em momentos de incerteza aumenta a sua atuação. A participação do BNDES no mercado de crédito vinha declinando desde 2004, mas, em outubro do ano passado, quando a crise mundial se agravou, sua participação passou de 16% para 17%. O próprio banco afirma que, num cenário de maior concentração da demanda no BNDES, poderá emprestar R$ 120,8 bilhões neste ano e R$ 136,2 bilhões em 2010. Críticos avaliam que o governo está assumindo uma posição de substituir o papel do setor privado e que é necessário pensar sobre o limite de captação de recursos do banco. Para João Carlos Ferraz, diretor de Planejamento do banco, a tendência é que o banco se estabilize em um patamar na faixa dos R$ 90 bilhões a R$ 100 bilhões em crédito. "Dizem que o banco ocupa o papel [do setor privado]. São comentários essencialmente ideológicos. Um país que fecha o ano com 41% de crédito sobre o PIB ainda é pouco sofisticado em termos de sistema financeiro. Precisamos de mais mercado de capital e mais bancos oferecendo linhas de longo prazo". Peso nas empresas A carteira de participações do banco via BNDESPar inclui hoje quase 140 empresas, como Vale, Petrobras e Embraer. O BNDES participa ainda de 26 conselhos de administração. Para Júlio Gomes de Almeida, da Unicamp, o BNDES cresceu demais para o tamanho do mercado de capitais. "Cresceu tanto que hoje se vê limitado pelos mercados de crédito e capitais, onde não consegue captar recursos em bases compatíveis com as suas operações", disse. Ele avalia que o modelo de financiamento de longo prazo com base nos recursos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) não se sustenta mais e que a injeção de recursos do governo só adiou a discussão. Para Luiz Carlos Mendonça de Barros, ex-presidente do banco, uma das funções do BNDES é ocupar espaços em momentos de menor dinamismo. "O BNDES tem limitação orçamentária e, por isso, deve ter uma agenda de prioridades adaptada a cada momento." Especialistas dizem que, apesar de minimizar a falta de liquidez, a estratégia do governo com o banco traz riscos. Para Fernando Holanda, da FGV, pode ocorrer alta da inadimplência com a crise. "Há o risco de o governo financiar investimentos que não serão pagos." Veículo: Folha de S.Paulo Publicado em: 03/02/2009 - 08:57
Empresas pagam caro para captar
03/02/09Os primeiros negócios do ano no mercado de capitais indicam que as taxas não cederam e que o dinheiro continua salgado até mesmo para as grandes empresas. As taxas superam os 125% do CDI, com lançamentos restritos aos investidores internos e exigências de garantia firme por parte dos compradores. O primeiro sinal de alerta veio da emissão da Bradespar, de R$ 610 milhões em debêntures aprovada recentemente. A taxa saiu a 125% do Certificado de Depósito Interfinanceiro (CDI) para papéis de apenas três anos. Outro caso foi a emissão de notas promissórias feita por cinco concessionárias da OHL Brasil, que captaram R$ 200 milhões a CDI mais cinco pontos (cerca de 139% do CDI) por notas de 180 dias. O papel da Bradespar tem prazo de apenas três anos. Antes da crise, empresas de primeira linha emitiam papéis de até sete anos oferecendo menos 108% do CDI. Com a rentabilidade elevada, a demanda chegou a dez vezes o total de papéis ofertados, batendo em R$ 6 bilhões. A Bradespar também lançou nos últimos dias R$ 690 milhões em notas promissórias, pagando 110% do CDI para notas com prazo de 180 dias. Nesse caso, segundo gestores que acompanharam a operação, a forte procura acabou reduzindo um pouco a taxa, que antes estava em 113% do CDI. No caso das debêntures, a rentabilidade não caiu porque boa parte dos investidores se dispôs a ficar com os papéis desde que saíssem com a taxa no teto previsto no início da oferta. "Compramos as notas da Bradespar porque o prazo era menor e a rentabilidade boa. A debênture era mais longa e não tem mercado secundário para sair do papel", afirma o gestor André Schibuola, da Precision Asset Management, gestora especializada em papéis privado. Cinco concessionárias do grupo OHL Brasil, que ganhou concessões de várias rodovias como a Fernão Dias, captaram juntas R$ 200 milhões nos últimos dias, também via notas promissórias de 180 dias. As taxas também foram salgadas, batendo em 139% do CDI. Nas debêntures, a crise afastou os investidores. Em cinco meses, foram apenas três emissões. O último lançamento do ano passado foi a emissão de R$ 220 milhões da Sabesp, feita no auge da crise, em outubro, que contou com garantia firme dos bancos HSBC, BB Investimentos, Caixa Econômica e Citibank. A operação teve duas séries, de cinco e sete anos, a primeira pagando 120% do CDI e a outra de IPCA mais 12,87% ao ano. A própria Sabesp, em junho de 2005, havia colocado R$ 600 milhões no mercado, com "rating" "A", pagando prêmio de 0,7 ponto acima do CDI (abaixo do preço de bookbuilding, 1,5 ponto). (Foram duas séries, uma com taxa de 110% do CDI e outra com IGP-M mais 10,75% ao ano). Detalhe: a emissão de outubro tinha rating "A+", melhor que o da emissão de 2005, com nota "A", segundo a agência de classificação de risco Standard & Poor's (S&P). Além das debêntures e das notas, uma alternativa ao crédito bancário escasso pode ser a securitização, mas o piso estipulado pela emissão da Bradespar pode dificultar as operações, segundo os especialistas. Neste ano, apenas duas operações de FIDC foram a mercado, com taxas de 120% e 125% do CDI. Antes da crise, as taxas giravam em torno de 108% do CDI. Com o mercado de capitais mais caro e restrito, as grandes empresas voltaram a demandar empréstimos bancários. As concessões de linhas com taxas flutuantes, usadas pelas maiores companhias, apresentaram evolução de 12,6% no último trimestre do ano, bem acima dos 2% de expansão média do crédito para pessoas jurídicas no período. Veículo: Valor Econômico Publicado em: 03/02/2009 - 08:47
Rombo de US$ 1 tri no consumo abre debate sobre o futuro
03/02/09A perda projetada no consumo global devido à retração nos Estados Unidos é de US$ 1 trilhão, de acordo com dados debatidos no Fórum Mundial de Economia, realizado em Davos (Suíça) na semana passada. A questão, agora, é saber como e onde as empresas compensarão esse rombo nas vendas. Até a crise financeira global explodir de vez, e aprofundar a recessão, quase 25% do consumo global vinha dos Estados Unidos. Os 300 milhões de consumidores americanos têm gastos três vezes maiores do que os 2,3 bilhões de consumidores da China e da Índia combinados, anualmente. Ian Davis, diretor da McKinsey, nota que a poupança nos EUA chegou a um ponto tão insustentável que só resta aos americanos "serem mais frugais" nos próximos 10 a 20 anos. Os mercados emergentes tenderiam, nessa análise, a aumentar sua demanda doméstica. Seria inevitável, então, que recursos limitados repartidos por mais consumidores levem a uma restrição no modo de vida dos países centrais, concordaram executivos em Davos. Mas Zhu Min, vice-presidente do Banco da China, afastou expectativas de que os chineses comecem a substituir os EUA. O consumo americano é de US$ 10 trilhões e a redução projetada é de US$ 1 trilhão, calculou ele. Os consumidores chineses gastam apenas US$ 1,5 trilhão, e mesmo com enormes estímulos ao consumo, a China não tem como fazer a diferença. Foi no cenário de recessão global que as empresas examinaram seus desafios para 2009, conforme relatos de reuniões setoriais ocorridas em Davos. Kendall Powell, presidente da General Mills, diz que o setor de alimentos continua bem. Mas aponta mudança no comportamento dos consumidores, especialmente nos EUA, onde descobrem as pequenas lojas e cozinham em casa, em vez comerem em restaurantes ou em redes de "fast food". Azim H. Premji, presidente da empresa de telecomunicações indiana Wipro, diz que a sensibilidade global está empurrando mais empresas a investir em eco-sustentabilidade, e que o setor terá "imensas oportunidades". Na mesma linha, Mark Parker, CEO da Nike, sugeriu que as empresas foquem em questões críticas como a da sustentabilidade. Representando o setor de cuidados com a saúde, o americano George Halvorson, CEO da Kaiser Permanente, acha que a tecnologia pode transformar essa indústria, especialmente na gestão de doenças crônicas. Feike Sijbesma, CEO da Royal DSM, da Holanda, estimou que entre 400 e 500 fábricas químicas não estão operando no mundo porque os clientes nos setores de construção, eletrônicos e automotivos sofrem com a crise. Presidente da Agility, empresa de logística do Kuwait, com US$ 6 bilhões de faturamento no ano passado, Tarek Sultan Al Essa, disse que o setor está na "defensiva" e espera uma redução na capacidade da indústria naval. Há menos demanda por navios e há menos crédito para continuar sua produção. No setor de minerais, Patrice Motsepe, presidente da African Rainbow Minerals, da Africa do Sul, joga suas esperanças no plano da China de gastar US$ 500 bilhões em infraestrutura nos próximos anos. Considera o curto prazo difícil, mas o longo prazo promissor. James E. Rogers, CEO da Duke Energy Corporation, dos EUA, disse que todas as projeções mostram que a demanda por energia vai continuar aumentando, e portanto não há como frear investimentos agora. James S. Turley, presidente da Ernst & Young, resumiu a posição do setor de serviços profissionais, que prevê novas regulamentações. Considera que isso é bom para a transparência. Veículo: Valor Econômico Publicado em: 03/02/2009 - 08:34